E para ver até onde tinha chegado a Citroën não ensaiamos só uma versão, mas duas do novo C4. A dita “comum” e a e-HDI que contava com caixa automática pilotada. A primeira a ser ensaiada foi a equipada com caixa manual tradicional e sem o sistema Start & Stop (ou seja, sem a sigla e-HDI).

A primeira sensação que temos ao ver o carro é o excelente trabalho ao nível do design. Sem ser o mais bonito do segmento é o mais bonito da gama Citroën, que tem dados passos sérios nos últimos lançamentos para se afastar do design demasiado diferente que nos tinha habituado desde o DS da década de 50, sem renegar essa herança. Como resultado disso, e sem ter qualquer tipo de base científica, os carros novos deste segmento que nos temos cruzado têm sido C4 e Giulietta.
Já no habitáculo somos brindados com uma sensação de espaço pouco habitual no segmento C e de um design que acompanha a sensação que tínhamos tido quando vislumbrámos o carro, mas com apontamentos de originalidade.
A única coisa de que não gostámos foi da ausência nesta geração do volante com centro fixo, uma útil ajuda na condução, pois com tantos botões e com o volante em constante movimento é difícil saber intuitivamente onde se encontra o botão correcto.

Com o carro em movimento tivemos duas sensações: a primeira é a de silêncio absoluto, algo que nem todos os carros de segmentos superiores conseguem; a segunda é transmitida pela suspensão: à boa maneira Citroën, privilegia o conforto em detrimento da eficácia em curva, sendo este o único “pecado”, deste C4. porque o motor 1.6 HDI (com 112cv) convida a andamentos mais vivos.
Passando para o e-HDI temos algumas diferenças de pormenor, muito por culpa do equipamento e da ausência de manete. Nesta versão ensaiada tínhamos um sistema de navegação, tecto panorâmico e umas vistosas jantes de 17 polegadas.

Mas a grande mudança é mesmo a ausência da caixa manual libertando espaço para um enorme espaço de arrumação. Essa é a vantagem. A desvantagem tem que ver com o facto de a caixa automática ser das menos convincentes que temos utilizado, como as de duplas embraiagem agradáveis EDC da Renault e da excelente DSG da Volkswagen. Ou até mesmo a utilizada pela Honda nos seus híbridos. Nestas não nos apercebemos da passagem das mudanças, algo demasiado evidente e algo incomodativo na caixa da Citroën.
Passando para o sistema Start & Stop, é precisamente o contrário da caixa: suave na sua utilização, quase não damos pela sua presença. Pena é que com o ar-condicionado parado, o motor só fica desligado um minuto. Pena é que a caixa automática deite a perder as eventuais poupanças a nível de consumos.
Veredicto iTech > O carro ideal existe, vai ser lançado em Julho e dá por nome de C4 e-HDI com caixa manual. Porque a única pecha até ao momento e até à altura em que o grupo PSA lançar uma caixa com dupla embraiagem, é a caixa pilotada, algo que só deve mudar em 2013. Até lá estamos bem servidos com a caixa manual.
Modelos: Citroën C4 1.6 HDi | Citroën C4 1.6 e-HDi Exclusive
Preços: C4 HDi – 24 990 euros | C4 eHDi – 28 162 euros
Consumos: C4 HDi – 6l/100 | C4 eHDi – 6,5l/100 (medidos)
CO2: C4 HDi – 119gr | C4 eHDi -114gr
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