Assim, perante a crise, as relações sexuais entre o casal podem ser uma actividade efectivamente prazerosa na medida em que, nesse momento, a crise é esquecida pelo desejo do outro, pelo contacto íntimo e pelo conforto da paixão. Esta perspectiva promove uma organização mental, tão necessária em momentos considerados preocupantes e difíceis. A relação sexual com o parceiro é considerada aqui como uma actividade de descontracção perante um dia-a-dia complicado associado, actualmente, a vivências de rejeição social e baixa auto-estima (por estar desempregado, por exemplo).
Inúmeros estudos feitos apontam para um aumento da natalidade nesta fase. Esta é uma situação interessante, uma vez que se fizermos uma analogia com o início dos anos 60 e com os dias de hoje, percebemos que anteriormente, pela inexistência de tecnologias avançadas (como a televisão, a internet e as redes sociais), era potenciada a actividade sexual e consequentemente o nascimento de bebés. Também nos dias de hoje isso acontece, mas devido à crise financeira que se assolou sobre nós. Acaba por ser uma estratégia para não se pensar ou reflectir sobre a crise… Porém, uma gravidez indesejada ou não planeada pode ser fonte de novas “crises” emocionais (e financeiras), pelo que se não pretende engravidar, tome as devidas precauções.
A actividade sexual pode então funcionar como um escape emocional uma vez que, por breves momentos, as preocupações sobre a crise se desvanecem através da relação sexual saudável.
Por outro lado, a crise financeira potenciada através do desemprego, é encarada como um fardo actual que terá necessariamente de se suportar, reflectindo-se através de momentos de enorme insegurança por parte do casal, associado a uma extrema ansiedade e angústia. Como reflexo desta situação, o sexo pode ser afectado através de um défice do desejo e da libido.
Desta forma, ficam aqui algumas dicas importantes para que o exercício sexual seja encarado de forma positiva, independentemente da crise que estejamos a vivenciar:
- As relações sexuais estimulam a produção de testosterona. Será importante recordar que níveis baixos desta hormona são responsáveis pela fadiga, falta de libido e depressão;
- O sexo diminui os níveis de stresse ao estimular a produção de endorfinas, substância que controla a ansiedade;
- As relações sexuais favorecem o sistema imunitário;
- O desenvolvimento de níveis de oxitocina (momentos antes do orgasmo) têm um papel extremamente preponderante para as boas noites de sono.
Assim, fiquem com a seguinte mensagem
“ Não entrem em crise no SEXO…”
CeFIPsi: Centro de Formação e Investigação em Psicologia
Dr. Rui Grilo (Psicólogo Clínico)
www.cefipsi.com; info@cefipsi.com; 21 793 23 22












